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domingo, 17 de abril de 2011

Frango assado: douradinho e suculento

           Aos sábados sempre preparo o almoço e convido alguns familiares. O detalhe é que saímos todos para a igreja logo pela manhã e retornamos já na hora de almoçar. Então tenho que pensar em um cardápio que além de  saboroso,  seja prático e possa ser preparado previamente. Uma das minhas opções preferidas é frango assado, inteiro mesmo, com deliciosas batatas bem douradinhas. Meu segredo para preparar o frango e evitar que ele fique pálido, seco e sem sabor é deixá-lo marinando em um preparado que é facílimo e também saudável, diferente das receitas que levam o creme de cebola industrializado - riquíssimo em sódio - ou então besuntam o bichinho com kilos de maionese!
         Essa forma de preparar o frango garante ótimos resultados e impressiona os conivados pelo efeito visual! Quem é que não fica impressioando com um frango assado, bem dourado, ornado de batatas e ainda por cima perfumado? A satisfação é garantida desde o momento em que ele sai do forno e entra no cenário: o centro da mesa...kkkk. Lá, o frango assado reina absoluto, embora contracene muito bem com saladas, aquele arrozinho e o feijão nosso de cada dia.
            Para não usar o tempo como desculpa para não receber convidados em casa, eu aconselho: vá de carnes assadas e complemente com saladas, farofa - se desejar - e o resto vc já sabe. E aí você pode me perguntar: mas  carne assada demanda mais de duas horas de forno! É verdade, mas o forno trabalha sozinho, tá lembrado? E enquanto ele faz o serviço você nem precisa estar na cozinha. Aos sábados, por exemplo, coloco meu franguinho charmoso no forno (coberto com papel alumínio) às 6h da manhã e também aproveito para colocar algumas verdurinhas para cozinharem à vapor, e aí lavo meu cabelo, seco, tomo café, arrumo os filhos e o marido para ir à igreja e saio de casa, leve, perfumada e serelepe, às 8h e 30min. Quando retorno, por volta das 12h, retiro o papel alumínio e deixo ele dourar enquanto preparo o arroz (e olha que faço arroz branco e o integral), o feijão e coloco a mesa. 
            Bem, chega de enrolação e vamos à receita


Marinada para o frango

Ingredientes
3 colheres de sopa de pasta de alho e sal
1 pimentão em rodelas
1 cebola em rodelas
sal à gosto
caldode 3 laranjas

Modo de preparo
1. Pegue o frango inteiro e o lave debaixo da torneira. Escorra e em seguida passe a pasta de alho em toda a sua superfície e também por dentro onde for possível.
2. Coloque-o dentro de dois sacos plásticos, para evitar vazamentos e coloque o caldo da laranja, o pimentão, a cebola e o sal. Se gostar de pimenta, fique à vontade.
3. Amarre bem, tirando todo o ar para garantir que o frango ficará envolvido pelo líquido. Leve à geladeira por pelo menos 8 h. Prepará-lo na noite anterior é mais que suficiente.

Assando o frango

1. Retire o frango da marinada e coloque em uma refratária com as perninhas para cima. Cruze-as e amarre-as com uma linha bem firme para evitar que ele fique "esburrachado".
2. Misture 1 colher de sopa de maionese com 2 pitadas de colorau e passe sobre a superfície do frango.
3. Coloque as batatas cruas, descascadas ou não,  em volta do frango. As tempere com manjerona desitrada e sal.
4. Leve o refratário coberto com papel alúminio ao forno pré aquecido por 2h.
5. Retire o papel alumínio e deixe dourar por mais ou menos 30min. A cada 10min regue o frango com o próprio caldo.










sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dois dedinhos de prosa e quatro receitas

           Gente, cozinhar deve ser contagioso! KKKKKKK É sério! Basta falar de uma receita,  um toque diferente, um ingrediente inusitado em uma certa composição, que junta gente em volta e os palpites grastronômicos se multipicam. Essa semana, uma colega de trabalho levou bananas fresquinhas para saborearmos, cultivadas em seu quintal e sem agrotóxico. Nem precisa dizer que são divinas, inigualáveis...hum... Logo, uma conversa puxa outra e falei de duas receitas para se fazer quando as bananas ficam muito maduras (mas aqueles não corriam esse risco de tão gostosas), estas depois eu posto aqui. Aí, minha colega me falou do brigadeiro que fez com raspas de limão e me falou também de um suco de capim cidreira com a mesma fruta. Nem vem dizer que o tempo tá sobrando por lá, que não é verdade! kkkk Quero dizer que trabalhamos muito, ninguém fica de papo para o ar conversando pelos cotovelos não, viu! É inacreditável,  mas conversa durou menos de dois minutos, enquanto nos deliciávamos com as bananas no intervalinho.

Por, hoje segue apenas a receita do brigadeiro.

Brigadeiro com raspas de limão
Ingredientes
1 lata de leite condensado
2 colheres de sopa de chocolate em pó (não vale achocolatado)
1 colher de chá de manteiga de leite sem sal
raspas de um limão (sem a parte branca para não amargar)

Modo de preparo
1. Levar todos os ingredientes ao fogo e mexer sem parar até que começe a se ver o fundo da panela.
2. Enrolar e passar no chocolate granulado, ou comer de colher mesmo, que é uma delícia também.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ano novo... roupa nova! Tô de volta!

       Oi... mais uma vez "depois de um longo e tenebroso inverno"... rss... tô de volta! É... esse ano de 2011 ainda não tinha conseguido postar nada. Algumas pessoas chegaram a perguntar se eu tinha desistido do blog, outras me sugeriam temas para posts (acho que pensaram que eu andava meio sem ideias para escrever e queriam dar uma "mãozinha"...rsss), e uma das leitoras do Culinartes, a Goivana, mandou uma mensagem super carinhosa dizendo gostar do que escrevo e perguntando quando vou voltar! Nossa, depois da força da galera e, é claro de vestir uma "roupinha nova" no blog e acrescentar itens novos com a ajuda da Jenifher do blog garotasteen, me sinto mais do que motivada para voltar!
        Ah! Também tem outra novidade que vai colaborar e MUITO com a retomada do blog: ganhei um netbook liiiiiiiiiindooooo! O chamo carinhosamente de meu neêm, pois ele é pequeno, slim, bem leve e vermelhinho, tudo de bom! E para comemorar minha volta em grande estilo e atender os pedidos insistentes e molhados ( haja bochecha para os beijos) dos meus filhos fiz uma deliciosa  e rápida torta de frango. A receita original é da minha cunhada Daiana, uma bióloga que adora livros, cinema e cozinha. è super jovem e bonita e tem um filhinho (sou tia coruja, não tem jeito) gatíssimo. Só para variar a receita que segue tem algumas mudancinhas básicas, meu toque caseiro...rsss.


         Hum.. mesmo depois de terem jantado meus filhos saborearam a torta. Meu adolescente comeu TRÊS enoormes pedaços. A torta fica com um casquinha crocante, a massa fofinha e úmida e o recheio suculento... ah vale muito à pena preparar essa delícia para fechar um dia de trabalho com um  sabor caseiro! Se fizer me conte, tá?

Torta de Frango


Recheio
1 peito de frango cortado em cubinhos
3 dentes de alho
1 cebola picadinha
1/2 pimentão
2 tomates cortados em cubinhos
150 gr de palmito
1 colher de sopa de óleo
1/2 xícara de água
1 pitada de colorau
2 pitadas de açafrão

Modo de Preparo
1. Em uma panela média aqueça o óleo e coloque a cebola e o alho para dourar, acrescentando o frango em seguida. Mexa sempre até ficar douradinho e fazer aquela rapinha leve na panela.
2. Acresente os demais ingredientes, exceto a água, e continue mexendo de vez em quando.
3. Coloque a água e deixe ferver. Experimente o tempero e, se desejar coloque mais sal ou aquela pimentinha de cheiro que dá um toque todo especial.
4. Reserve.

Massa
2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de aveia em flocos
1 xícara de óleo de soja
3 ovos
1 colher de café rasa de sal
1 colher de sopa de queijo parmesão
3 xícaras de água
2 colheres de sopa de fermento em pó

Modo de preparo
1. em um liquidificador coloque todos os ingredientes, exceto o fermento e bata em velocidade máxima alternando  om o modo pulsar.
2. Coloque o fermento e mexa com uma colher suavemente
3. Despeje a massa em uma forma refratária grande, untada com óleo.
4. Coloque o recheio por cima da massa, distribuindo uniformemente, não se preocupe se o recheio afundar. De um 'afundadinha no recheio" com uma colher de forma a misturar um pouco, mas só um pouco.
5. Asse em forno pré-aquecido e não abra o forno nos primeiros 30min. Deixe corar e saboreie.

 


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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu voltei agora prá ficar...

     
      Hoje retomo nossas conversas aqui no Culinartes depois de uma longa, porém justificada ausência. Estive às voltas com muito trabalho, organizando um evento do trabalho e  outro evento pessoal. O primeiro foi um seminário para educadores sobre cultura da paz e combate ao bullying. Tive muito trabalho, pois além de organizar uma parte da logística, da programação, também proferi uma palestra. O outro evento foi o aniversário de 10 anos de minha filha, que estava empolgadíssima com a chegada dos dois dígitos. Como mãe coruja, que não abre mão de colocar a mão na massa, assumi a decoração, os doces e as lembrancinhas...ah, fiz também um patê e o molho dos mini cachorros quentes. Não foi nada grandioso, foi uma pequena comemoração em casa mesmo, com a presença dos familiares e das pessoas mais íntimas que de longa data participam da vida de minha filha.
      Bem, sobre a festinha e as coisas que fiz falarei em um próximo post, quando as fotos que meu amigo Pedro tirou chegarem até mim. Assim poderei dividir com vocês esses momentos especiais, e faço questão também de falar um pouco sobre a lógica que orientou todo o trabalho de concepção e preparação dos festejos, singelos porém genuínos. 
       Esse post é para falar um pouco do tema de minha palestra. Idéias e concepções de vida que acredito e procuro seguir em meu cotidiano. Fiz uma abordagem sobre as dimensões da paz: o eu, o outro e a natureza, baseando-me na obra As três ecologias do francês Félix Guatarri (não sei por que amo os franceses, Pierre Bordieu é minha outra paixão).
       Segundo Guatarri a crise sem precedentes que atravessamos tem destruídos as relações em diversos âmbitos - na esfera das relações que o homem desenvolve consigo mesmo, com seu corpo, com os mistérios da vida e da morte, com seus desejos e subjetividades; também está abalada no que concerne às relações entre os homens, seja no seio da família, no seio do casal, da vizinhança que representam a micropolítica, como também nas relações macropolíticas referentes às relações entre as nações do norte e do sul, entre as potências e os países subdesenvolvidos e outros; e também diz respeito às relações do homem com a natureza, o planeta, o grande cosmos.
       De acordo com essa perspectiva o enfrentamento do caos requer a articulação dessas três dimensões: a paz consigo, a paz com o outro e a paz com a natureza. A teroria é muito ampla e pretendo retornar aos poucos a essas idéias, oferecendo-as como um presente em pequenas doses aos leitores aqui do blog. Por hoje, quero apenas reforçar que preparar alimentos, cozinhar, para mim é mais que o trabalho de saciar a fome. Considero que se trata de uma forma de amar as pessoas, de reuní-las em torno dos sabores que abrem não apenas o apetite, mas principalmente a vontade de estar junto, dividindo momentos e celebrando o que temos de mais precioso: a vida. É também uma maneira de estar com a natureza, ao saboear seus frutos que passam a constituir nosso corpo, aquilo que em nós nada mais é que natureza!  Alimentar-se é um processo de encontro de naturezas: os frutos da natureza se encontram com a nossa natureza corpórea e então nos tornamos um.
     
       
      

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mais um cookie para fechar o fim de semana

        Gente, ando meio sumida porque final de ano é daquele jeito: muito trabalho, agenda cheia de compromissos e uma correira doida! Mas sabe que é bom?! Um pouco de pressão, de ansiedade e de adrenalina até que faz bem, mas tudo na medida certa, sem perder o prazer de saborear a vida nas pequenas coisas e nos minúsculos gestos.
        Sim, acredito que é possível saborear a vida em cada coisa. Mas nem sempre pensei desse jeito, e perdi muitas coisas. Sabe, houve um tempo de minha vida que acreditava que poderia usufruir de alguns pequenos prazeres da vida só depois de cuidar das coisas sérias e necessárias. Então, depois de muito correr - ter vários empregos ao mesmo tempo, fazer faculdade, especialização e mestrado com filhos pequenos, prestar vários concursos e passar em muitos - percebi que o tempo que passa não volta mais e as experiências que poderia ter vivido junto daqueles que amo, não podem ser resgatadas, pois os dias se foram e com ele passagens preciosas de nossa vida.
      Chegou o tempo de dar um basta! Graças a Deus compreendi que é possível "levar tudo junto", como diria uma amiga que prezo muito. Isso que dizer que não adianta cuidar apenas do aspecto profissional e acadêmico de nossas vidas e deixar de viver as delícias da família, dos amigos e da religiosidade. Quero continuar sendo profissional e pesquisadora de minha área (arte  e educação) que amo muito, aliás como tudo o que faço. Só que chega de ficar o fim de semana inteiro com o nariz enterrado no trabalho e ver os filhos e o marido sendo obrigados a sair sozinhos para todos os lugares.
    Então, todos os finais de semana tiro tempo para adorar a Deus e ensinar esse cultivo do espírito aos meus filhos; cuido também de programar algum lazer mesmo que seja um filminho em casa mesmo ou  um jogo com a meninada na rua de casa; e me lembro de cozinhar e saborear demoradamente o que faço, só para ter a certeza de que o que fiz com minhas mãos é fruto de um trabalho  realizado unicamente para mim e minha família (e não aquela "força de trabalho" que vendo todos os dias, como diria meu sábio amigo Marx).
     Domingo foi um dia desses: já era fim de tarde quando resolvi fazer pão. Aquele pão integral cuja receita está aqui no blog e agora foi tão acessada que já ultrapassou o bolo de chocolate em número de acessos. Enquanto o pão crescia, peguei o restinho de carne do almoço e preparei um arroz prá lá de gostoso. Meu marido ficou tão possuído por aquela profusão de sabores que já na primeira garfada, me convidou para sentar em seu colo e me cobriu de beijos, beijos de gratidão por aquele prato nada menos que reconfortante! Mas é a receita de um cookie, delicioso, que quero deixar registrada aqui hoje. Ele também foi preparado na mesma hora. Então, enquanto o pão crescia e o arroz com carne estava sendo preparado,  amassei esse cookie maravilhoso. Tudo ficou pronto quase ao mesmo tempo e jantamos com cheirinho de cookie  assando. Ah... e meu marido deitou-se na rede após o jantar e cochilou embalado pelos aromas do pão que vinham do forno... tem coisa mais gostosa?

Cookie de aveia com gotas de chocolate

Ingredientes
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de aveia em flocos
3/4 de xícara de açucar
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento
1 e 1/2 colher de sopa de manteiga em temperatura ambiente
1 ovo
gotas de chocolate


Modo de Preparo

1. Misture todos os ingredientes secos em uma bacia.

2. Acrescente a margarina e o ovo e amasse bem.

3. Faça bolinhas e as achate pressionando-as em cima das gotas de chocolate de forma que o cookie fique levemente achatado e com as gotas de chocolate presas em sua superfície.

4. Asse em forma untada em forno pré aquecido, em fogo brando até que as bordas fiquem levemente coradas. É delicioso para fechar o fim de semana e dar  boas vindas a uma segunda feira mais cheia de vida e sabor!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aceita um cafezinho ou um cappuccino?

      O café, aquele tradicional, continua fazendo parte do cotidiano de milhares de pessoas. Embora haja uma série de bebidas preparadas com café e outras tantas formas de prepará-lo, o comum, feito no filtro de papel ou tecido, ainda continua fazendo muito sucesso. Ao lado dele, em minha opinião, só mesmo o cappuccino para repor as energias de um longo dia de trabalho.
     Originalmente o cappuccino é uma bebida italiana, preparado com um terço de café expresso, um terço de leite e outro terço de espuma de leite vaporizado.  Mas, que me perdoem os baristas de plantão, não aprecio muito essa versão de cappuccino e criei a minha, só para variar. Ela é mais incorpada, cremosa e com um toque de canela para perfurmar, é claro!
     Em nossa cultura oferecer um cafezinho é sinônimo de receber bem, de abrir a casa ou tratar com cordialidade mesmo no ambiente de trabalho. Não é em todo o lugar que oferecem cappuccino, é verdade, mas se perguntarem: "Café ou cappuccino?" Digo sem pestanejar: "capppucino", torcendo para ele estar cremoso e leve!
       Já tentei comprar essas misturas prontas para o preparo de cappuccino e acredite, já testei várias e nenhuma delas tem um sabor leve no café e marcante na cremosidade como eu gosto. Então, o jeito foi preparar o meu. Se você não é afeito à chocolate, por certo  não gostará dessa receita. Eu amooooooo! Acho ideal para fechar o dia, em um fim de tarde ou início de noite, tomando aos pouquinhos em intervalos regados por conversas e confissões. É bom também para começar o dia, acompanhado de um pãozinho ou bolo. Hum...gostoso é, a hora você escolhe!


Cappuccino

Ingredientes
1 lata de leite em pó integral (se usar o desnatado nem me conte)
250 gr de café solúvel
300 gr de açucar refinado
1 colher de sobremesa de bicarbonato
250 gr de chocolate em pó ou achocolatado (nesse caso diminua o açucar pois ele já vem adoçado)
1 colher de sobremesa de canela

Modo de Preparo

1. Bata café com o chocolate em um liquidificador até ficarem bem fininhos. 

2. Misture todos os ingredientes em uma bacia, de modo que fiquem homogêneos.

3. Acondicione em latas e use diluído no café, em água ou no leite.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A maçã da professora.. para comemorar esse dia especial

     Já disse aqui que sou professora. Dessas que escolheu a profissão movida pelo desejo e pela crença da importância de nosso papel social e não daquelas que assumiu o cargo por falta de opção. Já trabalhei em outras funções, todas elas ligadas à docência, como a que desempenho hoje de assessora pedagógica, mas sempre que me perguntam por ocasião de algum cadastro, ou preenchimento de ficha "qual é sua profissão?" repondo sem pertanejar: "Professora!" 
     Tenho algumas colegas que enfeitam, mascaram sua atuação profissional, dizendo " Coordenadora Pedagógica" ou "Supervisora Educacional" ou "Gestora Pedagógica", como se o "ser professora" diminuísse sua capacidade e principalmente seu prestígio social. Pergunto uma coisa: se hoje alguma delas ocupa uma função diferente, por que é mesmo que chegou até lá? Não foi por ter cursado uma lincenciatura e ter desenvolvido, em primeiro lugar, a tarefa de professor?
     Então, minha gente, sinto, com muito pesar, que a tarefa de educar tem sido encarada com desânimo e até uma certa "vergonha" por parte dos próprios docentes. É fato que o processo de desvalorização do magistério é composto por "n" fatores, a maioria dos quais não é culpa do professor. Mas também é fato que nossa classe carece de um movimento pró valorização da atividade docente! Costumo dizer para minhas alunas do curso de pedagogia que nós temos um enorme poder de influenciar pessoas e vidas. Afinal que outro profissional tem à sua disposição pelo menos 20 mentes, 200 dias por ano durante 4 horas por dia?
    Eu, pessoalmente, fui supreendida por um adolescente, vencedor de um consurso para atores mirins. Talentosíssimo, muito carismático, fazia parte de um grupo que coordenei na produção de um espetáculo. Em um de nossos encontros ele me olhou demoradamente, perguntando, após um tempo se eu já havia dado aulas de português. Quando disse que sim, ele saiu pulando as cadeiras do auditório e me abraçou apertado falando sem parar " O menino do dedo verde, o menino do dedo verde!". E acrescentou: " Eu sabia que era você!".
     Com muito carinho disse que tinha sido meu aluno há alguns anos atrás e que nunca se esquecera de minhas aulas e da história do menino do dedo verde, um livro maravilhoso de autoria do francês Maurice Druon, que lia ao fim de cada aula, em pequenas doses . Então juntei as pecinhas:  antes havia assistido uma de suas contações de história, maravilhosas por sinal, depois sua atuação como ator no espetáculo em questão e, então, compreendi que de alguma maneira aquelas histórias, aquelas aulas, influenciaram sua escolha e seu gosto pelas artes. Me senti tão feliz de saber que contribuí para que sua vida seguisse esse caminho. É claro que não fui só eu, muitas outras coisas contribuíram, mas eu "dei um empurrãozinho"!
     Tive excelentes professores, muitos que me acompanham em meu guardados mnemônicos ainda hoje.   É como se fosse capaz de ouvir o som de sua voz falando verdades e coisas sábias, dessas que extrapolam os conteúdos factuais e lógicos, pois são coisas para se guardar para  toda a vida e ensinar para os filhos.  Foi em 1997, quando tinha meus 20 anos de idade (e olha que lá vai tempo...rss...rss) e cursava Pedagogia na UFG, turma da noite. Uma mulher bonita, pequena, ágil e  muito dinâmica cruza a sala de aula e começa a falar sobre arte. Sua paixão era visivelmente contagiosa, e eu devorava cada palavra, imagem e som que ela nos trazia para apreciar. Os textos que ela indicava e qualquer livro que ela mencionava eram apresentados com tanta propriedade, que podia jurar de antemão que ao ler ficaria igualmente afeiçoada às idéias daquele autor. Felizmente essa história de amor pelas artes e pela docência não acabou ali. Tive o privilégio de ser orientada por ela, anos mais tarde, em meu mestrado, mas os ensinamentos são maiores que o tempo e os levo comigo para onde vou e já contaminei a muitos com essa paixão.
            
       Ah... e a maçã da professora? Calma, minha gente, não me esqueci não! Está aqui em baixo, em uma receita que amo de paixão. Trata-se de um bolo leve, fofíssimo e úmido, recoberto por uma surpreendente camada crocante de açucar com canela. É uma combinação perfeita: a leveza e a umidade inacreditável da massa e o toque de crocância da cobertura. É de comer de joelhos!!!!!!!!!!


                                                                                                       



Bolo de Maçã


Ingredientes
3 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente
1 e 3/4 de xícara de açucar
3 ovos em temperatura ambiente
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres rasas de sopa de fermento em pó
 1 pitada de sal
1 e 1/2 xícara de água
 2 maçãs descascadas em cubos

Cobertura
3/4 de xícara de açucar e canela à gosto

Modo de Preparo

1. Misture o açicar e a manteiga até formar uma massa fofa.

2. Acrescente os ovos uma aum e bata até formar um creme esbranquiçado.

3. Acrescente a farinha, o fermento e o sal, passados por uma peneira e alterne com fios de água.

4. Junte as maçãs cortadas em cubos à massa e  mexa  até incorpar bem.

5. Coloque em uma assadeira untada com manteiga e polvilhada com farinha e cubra com o açucar e a canela misturados. Leve ao forno pré aquecido por 30 minutos.